Na década de 1990 o termo “GLS”, referente à “gays, lésbicas e simpatizantes”, se popularizou. Com o tempo, os bissexuais e transexuais ganharam espaço e as lésbicas pressionaram e tomaram a frente, fazendo com que a sigla se transformasse completamente e logo virou LGBT, que se firmou e ainda é muito utilizada por pessoas que não possuem muito conhecimento sobre o movimento.

A intensificação de discussões sobre identidade de gênero e diferentes sexualidades começou a questionar se a sigla LGBT era o suficiente, abrangendo apenas quatro grupos. Então, foi dado o espaço para o Q, I e A, representando, respectivamente, queer, intersexo e assexuais, e acrescentado um +, para que abrangesse grupos que não se identificassem nessas letras.

Em 2018, o site britânico The Gay UK propôs a sigla LGBTQQICAPF2K+, o que gerou um grande desconforto até mesmo da própria comunidade.

A vantagem de ter uma sigla mais extensa é fazer com que mais grupos se sintam abraçados pela causa, e essa sensação de identificação alivia um pouco a sensação de exclusão. A desvantagem é que, ao mesmo tempo, serão pouquíssimas pessoas que usarão — e sequer se lembrarão — da sigla toda, arrisco dizer que apenas as pessoas destes grupos excluídos teriam o conhecimento e o costume de usa-la.

E dada a situação sociopolítica atual na qual nos encontramos, talvez fosse mais vantajoso focar em outras lutas que vêm antes da alteração da sigla, hoje mais comumente conhecida como LGBTQIA+, como o ensinamento de ideologia de gênero no ensino fundamental.

É claro que a importância da sigla ser abrangida não diminui, mas talvez a sociedade precise de um pouco mais de conhecimento sobre todas as letras que a compõem para que possa lembrar de utilizá-la inteira. 

IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA IDEOLOGIA DE GÊNERO NA ESCOLA

A escola não é um espaço para ensinar apenas letras e números, mas também promover a cidadania. Ela deve representar um espaço democrático e inclusivo. É muito importante que haja um entendimento das crianças sobre a ideologia de gênero não só para que elas entendam e respeitem, mas também para facilitar o processo de como elas se identificam. Falar sobre a ideologia de gênero é promover a igualdade entre os gêneros, é fazer com que haja cada vez menos violência e opressão.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui