A realidade nas periferias brasileiras é de violência, enfatizando a violência homofóbica. No entanto, algumas pessoas e grupos de ajuda vêm ensinando que cada um pode fazer sua parte, mudar aos poucos o modo de se relacionar e conviver, com ações e projetos visando o bem-estar da comunidade LGBT+ nas favelas.

Algumas formas eficientes de mudar esta realidade são ações sociais enfatizadas nesta comunidade e mudanças no comportamento da própria sociedade em relação aos LGBT+, uma educação de melhor qualidade, incluindo o estudo da educação sexual, mais segurança pública, maior rigidez em punições a agressões homofóbicas, ensinar que o respeito e a empatia devem prevalecer sempre nas relações sociais.

Várias ONGs, grupos de ajuda, psicólogos, professores e os próprios moradores de comunidades já trabalham nesta mudança, se unem para ajudar pessoas LGBT+ marginalizadas e violentadas, são ações que visam ajuda psicológica e física, consultas médicas, distribuição de alimentos, auxílio em ações judiciais contra violência verbal e física, tudo de forma voluntária.

A ONG Museu de Favela Pavão, Pavãozinho e Cantagalo foi criada em novembro de 2008 a partir de ideias de moradores que visualizavam no museu uma estratégia para valorizar a região. O projeto Memória LGBT no Museu de Favela Pavão, Pavãozinho e Cantagalo (MUF) realiza ações para fortalecer a memória da comunidade no Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte da comemoração dos 450 anos da cidade e conta com parceria da Revista Memória LGBT. São rodas de memória, oficinas, formações, exposição, publicações especiais da revista, apresentações artísticas e mapeamento do patrimônio cultural LGBT nas favelas.

O Grupo Conexão G de Cidadania para LGBT de Favelas atua há 11 anos garantindo, promovendo, efetivando e ampliando políticas públicas de direitos humanos, saúde, educação e segurança pública. Com o apoio do Fundo Brasil, o Conexão G produziu a cartilha “Juventudes LGBT de Favelas — prevenção e enfrentamento da violência”.

A cartilha é um dos resultados do projeto “Jovens LGBT na luta pelo direito de existir”, que visa o acolhimento, atendimento, orientação, encaminhamento e acompanhamento de pessoas vítimas ou não de preconceito e discriminação por orientação sexual e identidade de gênero nas áreas social, psicológica e jurídica, garantindo acesso a direitos, serviços e políticas públicas para LGBT+ vítimas ou não da violência.

São ações como estas que nos fortalece, mostram que nós podemos mudar para melhor, ainda estamos na luta, mas todos os dias temos vitórias importantes na luta contra o preconceito e a violência contra a comunidade LGBT+, assim vamos em frente, lutando por uma sociedade justa, igualitária e livre.

Indicação de filme sobre o assunto: “LGBT de periferia: resistência, luta e empoderamento”

O filme “LGBT de periferia: resistência, luta e empoderamento” é fruto do trabalho de conclusão de curso do aluno de Jornalismo, Aleone Higidio. Engajado na militância LGBT desde o início do curso, Aleone afirma que, ao pesquisar sobre o assunto, percebeu o alto índice de violência contra esse grupo social. “Na prática jornalística, como posso colaborar para que essa violência não permaneça naturalizada em minha cidade, meu estado, meu país?”, questiona, completando que, a partir disso, inseriu essas questões em quase todas as disciplinas práticas, finalizando com o TCC. O filme está disponível desde 2017 e traduz bem a luta LGBT+.

Ensaio Fotográfico: a Periferia narrada pelos periféricos

Através do ensaio coletivo “Um Salve às Periferias” destacaram os esforços das periferias de estarem mais próximas na caminhada em busca de afirmar direitos e inventar estilos de vida. Confira no site: https://revistaperiferias.org/materia/um-salve-as-periferias-a-periferia-narrada-pelos-perifericos/

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