Hoje se comemora o Dia Nacional da Saúde, o acesso à saúde é um direito garantido por lei e deveria atender todas as pessoas de forma humana e integral. Infelizmente essa não é a realidade para muitos integrantes da comunidade LGBTQIA+. Antes de celebrar vitórias, é preciso que muitos direitos básicos ainda sejam conquistados.

Apesar das políticas públicas voltadas para a acolhida desse grupo, ainda existe muito preconceito no atendimento médico. “Grande parte do preconceito vem do desconhecimento. Um profissional de saúde que não foi capacitado durante a sua formação para atender o público LGBT terá mais dificuldade em entender a realidade dessa população. De qualquer forma, o preconceito ou o julgamento nunca devem ocorrer no ambiente de saúde, isso deveria ser algo já bem definido para todos os profissionais” diz Vinícius Lacerda, profissional de saúde que dá dicas voltadas para a população LGBTQIA+ em seu instagram. Para ele, iniciativas como inclusão de assuntos relacionados à Saúde LGBTQIA+ nos currículos de graduação médica e programas de residência, capacitação dos profissionais já formados ao atendimento adequado, fiscalização e punição de atos discriminatórios pelos conselhos regionais de medicina são algumas medidas que podem ser tomadas para melhorar esse cenário.

Ministério da Saúde

Em 2011, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. O documento apresenta diretrizes e objetivos para que esse público seja melhor atendido na rede pública de saúde. As medidas são mais do que necessárias, tanto porque a comunidade não se sente contemplada com as propostas que já existiam quanto pelo histórico social desse grupo. O direito à saúde não se limita apenas as questões de doenças físicas: o maior adoecimento dessa comunidade está relacionado à saúde mental e exclusão social. “Quando um certo grupo sofre preconceito e exclusão diariamente, também conhecido como estresse de minorias, há um maior risco de adoecimento principalmente no que tange à saúde mental, mas não só. Um profissional que não atende adequadamente um paciente LGBT+ ou emite algum tipo de preconceito, ou julgamento está perpetuando com esse estresse de minoria, contribuindo ainda mais no processo de adoecimento” completa Vinícius.

Nessa data tão significativa é importante lembrar que saúde representa acesso para todos os indivíduos, independente do gênero e orientação sexual; saúde representa bem-estar integral.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui