Não é segredo para ninguém que a comunidade LGBTQIA+ sofre muita dificuldade no mercado de trabalho. Mais ainda ao almejar ocupar cargos de liderança. Essa parcela da nossa população encontra dificuldade para ter seu trabalho reconhecido, o que torna o caminho em direção à liderança, que normalmente já é árduo, ser ainda mais extenso.

Um estudo realizado pelo Instituto of Labor Economics (IZA) feito com quase 650 mil adultos apontou que, apesar da maioria dos homens gays apresentarem melhor desempenho em relação ao homem hétero, os cargos mais altos das empresas não são ocupados por LGBTQIA+.

Apesar desses dados apresentados, existem estudos que afirmam que uma liderança LGBTQIA+ é, na verdade, vantajosa para a empresa. Além do fato de pessoas dessa comunidade geralmente terem um nível mais alto de empatia, as empresas que possuem CEOs LGBTQIA+ geralmente possuem crescimentos mais sustentáveis, promovem a inclusão e promovem um ambiente de trabalho agradável aos funcionários, o que resulta em melhores resultados. Existe, inclusive, programas globais de desenvolvimento de talentos para executivos LGBT, como o OutNEXT, que atende os EUA, Europa, Ásia e Austrália.

LARISSA MENEZES

E, no meio de tantos dados, trazemos a vocês uma história de liderança LGBTQIA+ que deu super certo: Larissa Menezes Viana, cearense que possui apenas 30 anos e já possui sua própria empresa, a LMV Engenharia. Nascida no interior do Ceará, foi morar em João Pessoa (PB) ainda bem jovem, aos 14 anos. A engenheira civil se identificou como lésbica quando morava na capital paraibana e nos conta que quando sua família descobriu sua sexualidade, aos 16 anos, foi extremamente difícil. Mas isso não a desanimou: “então busquei estudar, me formar, conseguir uma estabilidade financeira e conquistar meus objetivos. O sonho de abrir minha própria empresa foi além da realização profissional. Foi para mostrar para mim e para muitos que desacreditaram no meu potencial por ser lésbica, que eu posso sim ter meu próprio negócio e ser reconhecida no mercado”.

Larissa não sofreu apenas por ser lésbica, mas também por ser mulher num meio majoritariamente masculino. Além do preconceito, enfrentou o assédio no mercado de trabalho, mas ela transformou isso em motivação: “Só foi me dando mais forças para seguir em busca do meu sonho. Comecei a me desafiar, fazer cursos e mostrar o quanto sou capaz de enfrentar os medos, os desafios, a sociedade e a concorrência no mercado, que está cheio de homens”, ela conta.

É fato de que o caminho não é fácil, mas chegar à liderança sendo LGBTQIA+ não é impossível. Torcemos muito para que, cada dia mais, sejam mais numerosas as histórias como as de Larissa.

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