Muitos membros da comunidade LGBTQIA+ não se sentem acolhidos pela igreja. Contam que, ao passar dos anos, a igreja deixa de ser um local seguro para ser um lugar de opressão e preconceito. Isso por que muitos fiéis se apegam ao conservadorismo e à ideia de que Deus fez o homem e a mulher e que tudo que se difira disso é errado. Da necessidade de haver um local onde a religião seja algo livre surgiu a ICM (Igreja da Comunidade Metropolitana), há 50 anos, criada nos Estados Unidos. Hoje a congregação se espalhou, está em mais de 100 países e possui mais de 200 templos ao redor do mundo.

Foi nessa igreja que Alexya Salvador, 39 anos, foi nomeada a primeira reverenda trans de uma igreja cristã na América Latina. A reverenda foi criada na Igreja Católica e possuía o sonho de ser padre. Precisou abandonar o seu desejo ao passar pelo processo de transição e reconhecimento como transexual. Alexya considerava a igreja como seu refúgio quando era criança. Isso mudou quando deixou de seguir os padrões normativos. Chegou a ouvir que ia para o inferno e que Deus não a amava. Ela não se deixou desanimar: cursou letras e teologia e ressignificou tudo o que sofreu e que escutou. Além disso, é professora na rede estadual de São Paulo. Afirma que quer ser a professora que não teve e dar apoio aos seus alunos LGBTQIA+.

Foi quando buscava um lugar que realizasse casamentos homoafetivos, quando ainda se identificava como homem, que Alexya conheceu a Igreja da Comunidade Metropolitana. Começou a frequentar a comunidade como fiel, foi escolhida para atuar como pastora e, neste ano, como reverenda.

Exemplos como esse inspiram e aproximam a comunidade LGBTQIA+ da religião. Esperamos que cada vez mais membros consigam seu espaço e respeito em suas respectivas religiões!

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