O Dia do Soldado se celebra hoje, dia 25 de agosto, aqui no Brasil. Esta data começou a ser celebrada em 1923 em homenagem ao Marechal Luis Alves de Lima e Silva, também conhecido como Duque de Caxias, que se tornou o patrono do Exército Brasileiro. Mas hoje não é dia de celebrar apenas os homens que exercem essa atividade. É dia de celebrar, também, as mulheres e, melhor ainda, quem faz parte do grupo LGBTQIA+.

Panmela Rodrigues

Brasileira em exército americano

Panmela Rodrigues, 33 anos, nos contou que o seu sonho era fazer parte das forças armadas do Brasil. Um sonho que, para uma mulher, infelizmente, ainda é muito difícil. Ela nos conta que, além de ser necessário muito estudo, as vagas para mulheres são pouquíssimas (na sua grande maioria na área de saúde, o que não interessava a recifense), enquanto para os homens as opções são bem abertas. As dificuldades enfrentadas para entrar no exército brasileiro acabaram desanimando-a e, por um tempo, seu sonho ficou guardado numa gaveta.

Foi quando conheceu sua ex-mulher que sua vida mudou: ela mudou para os Estados Unidos e começou sua buscar por um emprego novo. “As pessoas acham que emprego lá [nos Estados Unidos] é muito fácil, mas não é bem assim. Você consegue apenas para viver do básico, mas se quiser uma vida um pouco melhor, é muito difícil”. Ela tentou entrar para a marinha, mas, por problemas de visão, foi impedida. E então, tentou entrar para o exército americano – e conseguiu! “Eu sempre quis, mas aí no Brasil, nunca imaginei que viria para cá. Mas já que estava aqui e é o maior exército do mundo, pensei: por que não?”, nos contou Panmela.

Ela nos contou que o processo para entrar é bem fácil e ser uma estrangeira não foi um empecilho em momento algum – lembrando que ela estava legalizada no país. Por sua vez, para passar no treinamento básico é bem difícil: exige uma força física e psicológica bem grande. São dois meses isolados, sem conexão. Após isso, você exerce a função de sua escolha: a da nossa entrevistada foi logística. “É um trabalho extremamente pesado, trabalhamos com aqueles grandes tanques de guerra, conserto deles e armamento”.

Seus momentos mais marcantes no exército foram justamente seu treinamento básico: na prova final, foram quatro dias dormindo no máximo duas horas por dia, andando 50km com armamento e dormindo no frio. Mas ela aproveitou muito o conhecimento que adquiriu no treinamento e ainda adquire exercendo sua função. Em relação à pauta LGBTQIA+, mais uma boa notícia: ela nunca sofreu nenhum tipo de preconceito lá. Simplesmente não é uma pauta problemática ou tabu!

Esperamos que as pessoas ainda possam ter as mesmas experiências no exército brasileiro num futuro breve!

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