Hoje, muito se fala sobre saúde mental e relacionamentos abusivos. E nós queríamos falar desse assunto com responsabilidade para você identificar se está vivendo situações abusivas ou até se você pode ser a pessoa a cometer essas atitudes com alguém.

Primeiro ponto a deixar claro é que relacionamentos abusivos incluem alguma violência, e essa violência não necessariamente é física. Existem outros tipos como:

  • Verbal – Usar de linguagem nociva para maltratar, humilhar, ameaçar, manipular, etc.
  • Emocional ou Psicológica – Se manifesta por comportamentos que acabam afetando a saúde psicológica de outra pessoa, por meio da degradação, manipulação, chantagem ou ridicularização de suas ações.
  • Sexual – Qualquer contato ou tentativa de interação de natureza sexual indesejados.
  • Patrimonial – Quando um usa o dinheiro ou bens materiais para ter controle sobre o outro. Negar acesso ao dinheiro do casal e trocar senhas de banco, por exemplo.
  • Tecnológica- Controle das redes sociais, conversas, senhas, amizades online.

Violências normalizadas no dia-a-dia

Algumas dessas violências são normalizadas na nossa sociedade, criando padrões de comportamento. A partir disso, podemos demorar até identificar aquela atitude como abusiva. Então, além de estarmos atentos com os comportamentos dos outros conosco, ou pessoas queridas, temos que analisar a nós mesmos para não cometer abusos com outras pessoas.

Todos podemos ter atitudes abusivas que normalizamos pela forma que fomos criados e pela sociedade em que vivemos. O homem ter total controle sobre a vida da parceira em um relacionamento heterossexual já foi considerado algo “normal”. Mas analisar nossas atitudes, entender o quão nocivos podemos ser para outras pessoas e mudar é a chave para autoconhecimento e relacionamentos mais saudáveis, com respeito mútuo.

Importante lembrar que qualquer relacionamento entre pessoas pode ser abusivo. Além dos relacionamentos amorosos, também pode acontecer entre familiares, amigos e equipe do trabalho, por exemplo.

O termo “relacionamento abusivo” ou até “relações tóxicas” estão sendo cada vez mais usado, e é muito significativo ver as pessoas se sentindo mais seguras e fortes para denunciar e expor esses casos, mas não devemos banalizar esse termo, usando e expondo pessoas sem responsabilidade.

Então preparamos uma lista de sinais que devem ser analisados nas suas relações:

  • A pessoa te agride verbalmente e fisicamente.
  • Te humilha enquanto estão sozinhos ou na frente das pessoas.
  • Tem ciúmes descontrolado de todos a sua volta.
  • Derruba sua autoestima. Faz parecer que você tem muita sorte por alguém como ele te amar. Dá a entender que ninguém mais gostaria de você, que ele faz um favor em ficar com você.
  • Faz parecer que tudo é culpa sua. E te culpa por fazer ele tomar atitudes abusivas.
  • Ele quer que você mude tudo em você: forma de agir, jeito de falar ou andar, do que você gosta ou não gosta.
  • Usa da dependência financeira como forma de controlar tudo o que você faz.
  • Ameaça você e a sua família, ou ameaça cometer suicídio caso você não faça o que ele quer.

Como sair ou ajudar alguém a sair de um relacionamento abusivo:

Se você identificou que está em uma relação como essa, primeiro tenha em mente que A CULPA NÃO É SUA.

Na quarentena aumentaram muito os casos de violência doméstica. Um lugar como nossa casa, que deveria ser seguro, pode ser o lugar mais perigoso para algumas mulheres.

  • Se você se sentir preparada LIGUE 180 para denunciar violência doméstica.
  • Caso não se sinta preparada para denunciar, entre em contato com o ISABOT, uma robô programada para informar e acolher em casos de violência doméstica ou online.
  • Procure ajuda psicológica para cuidar da sua saúde mental.

Se você conhece alguém que está passando por um relacionamento abusivo:

  •  Acolha essa pessoa, converse com ela. Faça ela sentir que tem pessoas que se importam com ela e que a apoiam fora da relação.
  • Não exija que a pessoa termine o relacionamento se ela não se sente preparada ou forte para isso. Isso pode fazer com que a relação com o abusador fique ainda mais forte.  Acolha a pessoa em sua casa, caso ela não tenha para onde ir.
  • Reforce a importância de a pessoa procurar uma ajuda psicológica com profissionais qualificados.

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